Casa da Azeitona, empório do Mercado Municipal, lança plano de franquias


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Funcionando desde 1958 no Mercado Municipal de Curitiba, loja busca interessados para expandir pelo país todo

 
Interessados em abrir uma unidade da Casa da Azeitona em sua cidade vão desembolsar, em média, R$ 480 mil. Antônio More / Arquivo Gazeta do Povo.

“Preciso de uma loja dessas na minha cidade!”. Luiz Fernando Pavanello passou anos ouvindo esta frase, de turistas que visitavam o Mercado Municipal de Curitiba. Funcionando no local desde 1958, a Casa da Azeitona não tem nada de anacrônica. A venda de produtos à granel persiste, e faz sucesso com um público crescente, na esteira da “gastronomia gourmet”. E, para satisfazer os consumidores “de fora”, a família Pavanello agora tem planos de criar uma rede de casas da Azeitona, Brasil afora. Três interessados já estão em negociação avançada.

Luiz Fernando passou alguns anos matutando a ideia. Há 20 anos ele toca o negócio ao lado do pai, Luiz Carlos (conhecido de muitos frequentadores assíduos do Municipal).

Para atender o pedido dos clientes e expandir nacionalmente, a Casa da Azeitona adotou o modelo de franquia. A loja vira uma marca, que “vende” seu modelo de negócio. Quem compra (o franqueado) é que vai tocar o dia a dia do negócio, com a vantagem de não precisar começar tudo do zero.

O lançamento foi em junho, na feira de franquias da ABF. Chamou atenção. Em três pessoas, a comitiva da Casa da Azeitona no evento teve que correr para dar conta de todos os curiosos. Mais de 100 pessoas se inscreveram como possíveis interessados.

Três já estão em fase avançada, próximas de fechar contrato. A assinatura ainda não ocorreu por conta do prazo legal. Só é permitido dar início à negociação depois de encerrada a feira de franquias; e mesmo depois que os documentos já foram todos enviados, a lei exige 10 dias de intervalo até a assinatura final.

Unidades em Campinas, Balneário Camboriú e na Zona Sul do Rio de Janeiro podem sair em breve. O consultor Daniel Bernard, que auxiliou na formatação do modelo de franquia, acredita que muitas outras estão por vir, pelo modelo inovador do negócio.

“Entrou em um segmento do mercado que há muita demanda e pouca oferta, que são pessoas que querem investir em alimentação mas não querem cozinhar. Quem tem este perfil tradicionalmente investia em chocolate. É uma ideia boa, mas depois que 2800 pessoas tiveram a mesma ideia, deixa de ser tão boa. Tá saturado.”

A formatação da franquia da Casa da Azeitona levou sete meses. Tempo necessário para montar contratos, definir valor, ser aprovado na ABF. E também para criar regras que permitam replicar em outras cidades um modelo de seis décadas de negócio.

São detalhes que só quem tem uma mercearia com venda a granel enfrenta. Por exemplo os patês, salames e bacalhau devem ser mantidos resfriados. Os franqueados devem seguir especificações para condicionamento e transporte desses azeitonas. Também há um prazo máximo para que as azeitonas permaneçam no granel sem perder a qualidade.

Todos os fornecedores foram homologados pela rede. A maior parte chega pelo porto de Santos e, de lá, deve ser distribuída para o restante do país. “Ele [franqueado] vai receber o produto no Nordeste da mesma forma que eu recebo em Curitiba”, explica Pavanello.

Os fornecedores de longa data, aliás, são uma das apostas da rede para oferecer um diferencial. Graças a eles é possível ter acesso a preços mais baixos, garante Pavanello, e ter um preço competitivo em relação a concorrentes do mercado gourmet.

Valor do investimento

Interessados em abrir uma unidade da Casa da Azeitona em sua cidade vão desembolsar, em média, R$ 480 mil. O valor é referente aos gastos com a taxa de franquia (R$ 60 mil), espécie de “joia” para adquirir o negócio; reforma da loja (R$ 42 mil); estoque inicial R$ 256,2 mil); capital de giro (R$ 30 mil), além de R$ 92,3 mil com outras despesas. O cálculo é da própria rede, e não inclui gastos com ponto comercial.

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